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Aproximadamente 20% dos episódios de cetoacidose ocorrem com a primeira manifestação do diabetes, sendo mais comum em crianças menores (< 4 anos) e afetando 10/100000 crianças. No entanto, a freqüência de cetoacidose em pacientes com diagnóstico previamente estabelecido é 1-10% paciente/ano, com maior risco em pacientes com pior controle metabólico e em 75% dos casos decorre de processo infecciosos e tratamento inadequado. |
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As taxas de cetoacidose são maiores no DM1 (13,4 por 1000 indivíduos por ano) do que no DM2 (3,3 por 1000 indivíduos por ano).
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É uma hospitalização que requer cuidados em UTI e, dos pacientes hospitalizados, com taxas de mortalidade variáveis (0,18 a 0,31%). No entanto, em países em desenvolvimento e recursos de saúde precários, essas taxas são maiores, podendo chegar a 5,0% dos casos. A principal causa da mortalidade é o edema cerebral, que ocorre em 0,3 a 1% dos casos de cetoacidose e é responsável por 57 a 87% dos casos de morte.
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À medida que se consiga um melhor controle do diabetes, a hipoglicemia pode se tornar mais freqüente. Ela acomete, principalmente, usuários de insulina mas pode ocorrer também com pacientes em uso de hipoglicemiantes orais.
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A hipoglicemia severa freqüente e/ou prolongada, pode trazer complicações neurológicas importantes, e ainda é uma freqüente causa de hospitalização de indivíduos com diabetes. Com os recursos atuais, entretanto, praticamente não haverá mais necessidade do tratamento hospitalar, bastando uma maior disseminação de educação a este respeito (medidas preventivas e, na ineficácia destas, curativas, como o uso do Glucagon).
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O Diabetes é a principal causa de cegueira adquirida. Os indivíduos com diabetes apresentam seis vezes mais chance de se tornarem cegos do que os não-diabéticos, mas na faixa etária até 44 anos o risco é 25 vezes maior.
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A retinopatia diabética é responsável por 90% dos casos de cegueira nos indivíduos com DM1 e por um terço dos casos de cegueira nos DM2.
Glaucoma, catarata e degeneração macular senil são as causas mais freqüentes da cegueira no DM2.
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Após 10 anos de diabetes, 50% dos indivíduos com DM1 e aproximadamente 15% dos DM2 desenvolvem retinopatia proliferativa. Sem tratamento, 25 a 50% dos pacientes com retinopatia proliferativa se tornam cegos dentro de 5 anos. Felizmente, estudos recentes demonstram que, com o tratamento intensivo do DM1 (3 a 4 doses de insulina ao dia, com igual número de monitorizações da glicemia capilar), consegue-se uma redução de 76% no aparecimento e de 54% na progressão da retinopatia. |
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Praticamente metade das amputações dos membros inferiores se deve ao diabetes mal controlado. Neuropatia periférica, doença vascular e infecção são as causas predisponentes destas amputações. Os indivíduos com diabetes têm 16 vezes mais chances de virem a sofrer uma amputação do membro inferior do que os não-diabéticos. Entretanto, mais uma vez no grupo etário de 0 a 44 anos o risco relativo é ainda mais elevado (28 vezes).
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Com o tratamento intensivo do DM1, pode-se conseguir uma redução de 69% no surgimento de neuropatia, o que certamente contribuirá para a diminuição do número de amputações.
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Metade dos diabéticos apresentam também hipertensão arterial, que vai aumentando sua freqüência com a idade e com o tempo de duração do diabetes. A freqüência de hipertensão nos indivíduos com diabetes é de duas a três vezes maior do que nos não diabéticos de mesma idade.
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Pressão arterial elevada é um importante fator facilitador para o desenvolvimento de retinopatia, nefropatia, doença cerebrovascular e doenças coronariana. |
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Infecções renais e do trato genitourinário ocorrem com maior freqüência nos diabéticos. De um modo geral, as infecções parecem ser mais comuns nos indivíduos com diabetes do que nos não diabéticos. |
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Filhos de mulheres com diabetes manifesto prévio à gestação apresentam taxas maiores de malformações congênitas e anóxia intra-uterina. O diabetes gestacional (que surge na gravidez) provavelmente não se associa a aumento de malformação congênita, porém está associado com aumento de mortalidade perinatal.
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Diabetes é a 2ª causa de doença renal terminal. Aproximadamente um terço dos pacientes em hemodiálise são indivíduos com diabetes. Como grupo, os indivíduos com diabetes apresentam 17 vezes mais chances de desenvolverem doença renal terminal do que os não-diabéticos de um mesmo grupo etário.
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Entretanto, na faixa dos 0 - 44 anos o risco relativo é 44 vezes maior. Após 15 anos com diabetes, em torno de um terço dos indivíduos com DM1 e um quinto dos DM2 apresentam nefropatia. |
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A nefropatia inicia-se com a excreção urinária de quantidades mínimas de albumina (microalbuminúria) e vai então evoluindo para macroalbuminúria, quando então instala-se a perda progressiva da função renal.
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Com o tratamento intensivo do DM1 (explicado acima) consegue-se hoje uma redução de 54% na nefropatia. |
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